Graça Foster é a primeira mulher a assumir uma companhia petrolífera no mundo

De acordo com um estudo do Energy Institute, da Grã-Bretanha, encomendado pela BBC Brasil, nenhuma mulher tinha sido presidente de uma companhia petrolífera no mundo. Isso até Graça Foster, atualmente diretora de Gás e Energia da Petrobras, ser indicada para a presidência da estatal brasileira.

Foster vai assumir o cargo no dia 9 de fevereiro, substituindo José Sérgio Gabrielli, que estava na presidência da Petrobras desde o governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

De acordo com a revista Fortune, depois que Graça Foster assumir, a Petrobras se tornará a segunda maior empresa a ser comandanda por uma mulher, ficando atrás somente da HP.

Graça Foster, que está na Petrobras há mais de 30 anos, cresceu na favela Morro do Adeus, atualmente integrante do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ela foi catadora de papel e lata até os 12 anos, para custear os estudos.

Fonte: Administradores


Nos EUA, mais mulheres abandonam o mercado de trabalho e voltam a estudar

Um enorme contingente de trabalhadores está abandonando seus postos nas empresas, e as mulheres são maioria. Na verdade, muitas mulheres jovens. Elas não estão desistindo de trabalhar. Ao invés disso, essas mulheres parecem estar deixando o trabalho para depois: a prioridade agora é estudar. Nos Estados Unidos, há – pela primeira vez em três décadas – um numero maior de mulheres jovens estudando do que trabalhando.

“Eu trabalhei meio período na Starbucks por um ano e meio”, contou Laura Baker, 24 anos, que acaba de começar o mestrado em comunicação estratégica na Universidade de Denver. “Eu não queria ficar ali para sempre. Eu precisava fazer alguma coisa.”

Muitos economistas acreditavam que o contingente de trabalhadores diminuiu – puxando para baixo a taxa de desemprego de novembro – em função do número de profissionais experientes que desistiram de conseguir um novo emprego. Muitas das pessoas que deixaram o mercado de trabalho são jovens buscando desenvolver suas habilidades, algo comparável com o boom econômico do pós-guerra, quando milhões de veteranos da segunda guerra foram para as universidades com a ajuda do crédito estudantil, ao invés de ingressarem imediatamente no mercado de trabalho, sobrecarregando-o.

Como ocorreu anteriormente, um dos sexos é o principal beneficiário dessa mudança. Embora mulheres jovens com idade em torno de 20 anos percebam a atual calmaria econômica como o momento correto para desenvolver suas habilidades, os homens da mesma idade tendem a se agarrar ao primeiro trabalho que conseguem encontrar. Segundo os economistas, a principal consequência é que no futuro as mulheres terão uma grande vantagem sobre os homem, cujas opções de carreira já começam a ficar limitadas.

Ao menos por enquanto, muitas mulheres jovens ainda sentem que esse jogo está contra elas.

“Quase todos no meu curso são mulheres”, afirma Baker, que espera que um título de mestrado a ajude a conseguir um emprego na área de comunicações de alguma organização sem fins lucrativos. “Talvez isso ocorra em função do tipo do curso, mas também porque nós mulheres sentimos a necessidade de estudar por mais tempo para ter a chance de competir em qualquer área”.

As mulheres continuam recebendo salários inferiores. E nos últimos dois anos e meio, desde que a recuperação começou, homens entre 16 e 24 anos obtiveram um total de 178.000 postos de trabalho, enquanto as mulheres perderam 255.000, de acordo com o Ministério do Trabalho.

Aparentemente desencorajadas pelo número restrito de ofertas de trabalho, 412.000 mulheres jovens deixaram de fazer parte da população ativa desde o início da recuperação, o que significa que elas deixaram de procurar emprego.

Entre os homens jovens, a força de trabalho não se alterou desde o início da recuperação, apesar de ter caído durante o período de recessão. Independentemente da faixa de idade, as mulheres desempregadas têm 35 por cento mais chance de desistir de procurar por um novo emprego do que os homens desempregados.

Alguns estudos sugerem que as mulheres são mais exigentes do que os homens na hora de escolher um emprego. Uma vez que já recebem salários mais baixos, as mulheres tendem a não querer trabalhar quando os salários caem ainda mais, sobretudo quando podem contar com um marido empregado (ou reempregado, como é comum nos dias de hoje); As mulheres também relutam mais em trabalhar nos turnos da noite e durante os fins de semana, de acordo com dados do governo sobre como os americanos gastam seu tempo, em parte porque as mulheres têm mais responsabilidades domésticas.

“Os empregos à disposição não são muito bons e, por alguma razão, os homens parecem ter mais coragem de aceitá-los”, afirmou Jonathan L. Willis, economista do Federal Reserve Bank de Kansas City. “As mulheres procuram pelos mesmos empregos, mas concluem que serão mais produtivas fazendo outra coisa”.

Mas há também influências sociais que afetam a capacidade das pessoas de aceitar um emprego menos bem pago, ou voltar para a escola.

“Ainda há uma pesada mensagem cultural que diz que os homens devem ganhar o seu sustento, e eles se sentem angustiados com a ideia de deixarem de ser os provedores”, afirma Stephanie Cootz, diretora de pesquisa no Conselho de Famílias Contemporâneas. “Há muito mais progresso na superação da “mística feminina” do que na da “mística masculina”.

E, à medida em que os papéis mudam, as faculdades comunitárias registram recordes de matrículas.

Homens e mulheres estão retornando à escola, mas cresce com muito mais velocidade o número de matrículas feitas pelas mulheres, que já eram maioria nos campi universitários mesmo antes da crise. Nos últimos dois anos, o número de mulheres entre 18 e 24 anos que frequentavam a escola aumentou em mais de 130.000 pessoas, em comparação com um aumento de apenas 53.000 homens jovens.

De certa forma, as mulheres jovens já terão uma vantagem sobre os homens na próxima década, independentemente do déficit educacional. Muitos dos tipos de trabalho que mais irão crescer, como auxiliares de saúde e higienistas dentais, são tipicamente realizados por mulheres. Isso não significa que de agora em diante os homens não poderão exercer essas profissões, mas talvez eles não queiram.

“As jovens de hoje podem fazer o que quiserem, trabalhar com qualquer coisa. Mas, se um menino se interessa por uma profissão tipicamente feminina, ele é ridicularizado”, afirma Coontz. “Muitos caras não entendem o que está acontecendo com os trabalhos geralmente masculinos com salários baixos ou médios.”

Empregos na indústria, geralmente ocupados por homens, e em outros setores que envolvem trabalho braçal passam por uma fase de declínio estrutural. Essas são carreiras difíceis de manter por muito tempo, já que a força juvenil um dia acaba. E hoje em dia, muitos trabalhadores da indústria não contam mais com suas aposentadorias quando seu corpo já não aguenta mais.

“Não me surpreende que, em uma economia decadente, as mulheres busquem melhorar sua escolaridade”, afirma Heather Boushey, economista no Centro pelo Progresso Americano, uma organização de pesquisa de centro-esquerda. “A verdadeira questão é: Por que mais homens não estão seguindo o mesmo caminho?”

O principal risco quando um trabalhador retoma os estudos são as dívidas com o crédito estudantil. O valor das mensalidades tem subido acima da inflação todos os anos, tendência acelerada pelos cortes orçamentários do governo.

“O subsídio pago por estudante diminui 25 por cento nos últimos três anos”, afirmou Stephen Scott, presidente da Faculdade Técnica Comunitária de Wake, em Raleigh, na Carolina do Norte, uma das faculdades comunitárias que mais cresce em todo o país. Por consequência, o número de alunos por sala de aula aumentou e o valor das mensalidades também. Mesmo assim, o número de novos estudantes – em sua maioria mulheres – não para de crescer.

“Temos cerca de 6.000 estudantes em nossa lista de espera, porque não temos recursos para oferecer mais vagas”, afirmou.

Aqueles que frequentam as caras faculdades particulares, como Baker, terão ainda mais dificuldade para receber de volta seu investimento em educação. Incluindo os empréstimos que financiaram sua graduação no Wartburg College em Waverly, Iowa, ela irá completar seu mestrado em 2012 devendo cerca de 200.000 dólares.

“Eu tenho fé que um dia conseguirei um bom trabalho, que me pague o suficiente para viver e para quitar minhas dívidas”, completou, “e, se eu tiver sorte, que me deixe feliz”.

Fonte: IG


Grandes companhias querem mais líderes mulheres

Com 20 anos de carreira no mercado de recrutamento de altos executivos, Ana Paula Chagas, sócia da Heidrick & Struggles, é responsável por avaliar e selecionar anualmente dezenas de mulheres para cargos de diretoria em empresas no Brasil. Os números, porém, nem sempre foram tão expressivos. Ana se lembra de quando ajudou a fundar a companhia no país, em meados da década de 1990. Na época, ainda contava nos dedos de uma mão o número de executivas que já havia indicado. “Mulheres em cargos de presidência eram uma ou duas”, lembra a headhunter.

O mundo corporativo, historicamente, sempre resistiu a ceder espaço em cargos de chefia às mulheres. Quando isso começou a acontecer, homens em posição equivalente ganhavam o dobro dos salários femininos. Em algum ponto do passado recente, porém, este movimento de resistência parece ter atingido um ponto de inflexão. E, agora, grandes companhias, como UPS, Shell e Walmart, estão criando políticas para incentivar mais mulheres a assumirem cargos de liderança em suas estruturas.

“Existem competências masculinas e competências femininas, que juntas fazem empresas melhores”, diz Ana Chagas. “As grandes companhias estão percebendo que as que têm um quadro de pessoal mais diverso, e não só na questão de gênero, são mais lucrativas”, afirma. O tema é objeto de estudo de entidades como a Catalyst, que advoga as vantagens de uma maior participação de mulheres no mundo corporativo.

O movimento começou lá fora, mas já chegou ao Brasil. Em meados de novembro, um grupo formado por 36 empresas – e mais de uma dúzia de entidades e Organizações Não Governamentais (ONGs) – lançou no país o “Movimento Empresarial pelo Desenvolvimento da Mulher”, também chamado de “Mais Mulher 360”. O objetivo declarado da iniciativa é equilibrar a balança do gênero nas empresas e nas comunidades em que elas estão inseridas, através da adoção, pelas companhias participantes, de políticas que ajudem a promover e formar maior número de mulheres.

Fazem parte do grupo, além das empresas já citadas, HP, Diageo, Pepsico, Coca-Cola, Arno, Amanco, Bunge, P&G, Natura e Santander, entre outras.

No Walmart, por exemplo, uma das metas é o alcance, até 2016, de participação de 50% de mulheres em cargos de liderança, no mundo. A varejista americana quer ser um dos maiores empregadores de mulheres líderes nos países onde tem loja. Hoje, no Brasil, 51% dos funcionários são mulheres, mas em cargos de liderança o percentual cai para 38%.

Em paralelo, a companhia anunciou que pretende dobrar o volume de compras de produtos vindos de fornecedores que tenham mulheres em cargos de liderança, para US$ 20 bilhões somente nos EUA; treinar 60 mil mulheres para cargos de gestão em indústrias e fazendas fornecedoras de lojas Walmart e outras 200 mil em cursos sobre varejo, no mundo.

No Brasil, a rede varejista já vinha adotando algumas políticas em linha com as metas do grupo “+ Mulheres 360”. Entre elas, cursos e treinamentos específicos para o público feminino interno, como dicas de como se vestir adequadamente para reuniões de trabalho, de maquiagem, postura e finanças pessoais. As vezes com palestras de ícones femininos do mundo empresarial, como Luiza Heloisa Trajano, do Magazine Luiza.

Programas do gênero beneficiaram executivas como Adriana Cabrera Migliatti, diretora distrital da rede de lojas de atacado e clube de compras do grupo, a Sam’s Club. Há pouco mais de três anos, ela foi a primeira da companhia no país a ter seis meses de licença maternidade. Encerrado o período, foi alocada em uma loja próxima de sua casa, para ficar mais próxima do filho por dois anos, até ser promovida ao cargo atual.

Na avaliação de Alexia Franco, diretora da Hays, outra empresa de recrutamento de executivos, principalmente em um ambiente de escassez de mão de obra especializada, as empresas vão ter que começar a pensar em forma de reter mulheres em idade de serem mães. É quando muitas começam os questionamentos em relação ao nível de entrega ao trabalho e, mesmo sendo cotadas para promoções, abrem mão dos cargos.

Alternativas possíveis, afirma, seriam horários mais flexíveis e políticas de trabalho a partir de casa. “Sem dúvida, não é o tempo que passam no escritório que conta, mas a produtividade”, afirma Alexia.

Para Ana Paula Chagas, da Heidrick, a desigualdade é menor no nível de gerência, onde o número de mulheres recrutadas já supera 50%. Mas ainda é muito baixo no topo da pirâmide que tem como ápice membros do conselho de administração e presidentes de empresas. Segundo ela, não mais de 3% dos executivos que recruta para essas cargos são mulheres. Para diretoria, o percentual varia de 18% a 20%.

Neste caso, diz a caçadora de talentos corporativos, o que as empresas precisam fazer é criar políticas de cotas para acelerar o processo e educar as mulheres para que ganhem confiança e topem assumir a função.

Segundo Ana, a cultura que ainda impera na maior parte das companhias faz com que a maior parte delas não se sinta pronta para assumir a presidência, mesmo sendo mais bem avaliada que competidores homens. “Cerca de 90% das mulheres, quando pergunto se estão prontas, dizem que não. Homens, mesmo que não estejam preparados, dizem sim”, afirma. “Conheço alguns presidentes de empresas que não são brilhantes. Mas mulheres, não. Porque, se não forem, não se sustentam”.

Ao que tudo indica, ao menos em países como o Brasil – o processo é mais lento em países da América Latina mais machistas, como Chile e México – as companhias parecem estar interessadas em seguir o conselho.

Fonte: IG


Mulheres da geração Y ainda enfrentam discriminação no trabalho

O mundo evoluiu, mas as mulheres continuam enfrentando antigos problemas quando o assunto é a carreira.

Segundo pesquisa realizada pela Fundação BPW (Business and Professional Women’s), as mulheres da geração Y ainda se deparam com discriminações de gênero no ambiente de trabalho, sendo que 77% acreditam que os problemas de gênero no ambiente profissional são moderados ou severos e quase 50% afirmam já terem passado ou presenciado situações do tipo.

Dentre os problemas mais comuns, as entrevistadas citam o fato de serem relacionadas com certos estereótipos (63%), a compensação desigual (60%), o tratamento diferenciado (58%), a desigualdade de oportunidades (58%), piadas de gênero (38%) e o assédio sexual (31%).

Além disso, muitas destas profissionais reclamam que são consideradas incompetentes por causa da idade e que, também por conta da data de nascimento, são preteridas em promoções.

Brasil
No que diz respeito ao Brasil, a diretora da Gutemberg Consultores, Denize Kallas, afirma que a discriminação de gênero ainda persiste e pode ser observada na remuneração inferior das mulheres e nas oportunidades oferecidas, especialmente quando é para assumir cargos no exterior.

“Por aqui, o mais comum é a diferença salarial e de oportunidades; neste caso, o maior medo dos empregadores ainda é a questão da maternidade”, explica Denize.

Sobre a queixa apontada pelas mulheres da geração Y, na pesquisa da Fundação BPW, de que são preteridas em promoções por conta da idade, a especialista afirma que no Brasil o cenário é um pouco diferente.

“Há alguns anos, as empresas apostaram tudo no trainee, superestimaram este profissional. Agora, é natural que esta tendência de promover pessoas cada vez mais jovens, se amenize, independentemente do gênero”, finaliza.

Quem é a geração Y?
De modo geral, pesquisas apontam que a geração Y engloba jovens nascidos entre 1978 e 1999, sendo que são descritos, entre outras características, como multitarefas, inquietos, competitivos e impulsivos.

Fonte: InfoMoney


Mulheres tendem a assumir mais riscos em ambientes mais femininos

Quantas vezes não ouvimos falar que, quando o assunto é trabalho, as mulheres são mais conservadoras do que os homens? Agora, uma pesquisa realizada pela professora Alison Booth, da Universidades Nacional da Austrália, mostra que a crença faz sentido.

De acordo com o estudo, no geral, as mulheres têm menos probabilidade de fazer escolhas arriscadas do que os homens. Contudo, aponta o levantamento, em ambientes com maior presença feminina, as mulheres tendem a assumir mais riscos do que em outras situações.

A constatação fez com que os pesquisadores concluíssem que a maneira como as mulheres lidam com o risco é mais influenciada pela cultura do que pelo comportamento.

Competição

Ainda no que diz respeito ao comportamento das mulheres no ambiente de trabalho, a diretora executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Izabel de Almeida, acredita que o ambiente mais feminino, além de estimular as mulheres a se arriscarem mais, faz com que as profissionais sejam mais competitivas.

Isso porque, explica ela, desde pequenas, as mulheres estão acostumadas a competirem entre si.

“Diante de um homem, as mulheres, influenciadas pelas questões culturais, tendem a se retrair. Já quando o ambiente é predominantemente feminino, elas se sentem mais seguras para arriscar e competir, pois sentem que é de igual para igual”, explica.

Diferenças

De modo geral, independentemente se o ambiente é misto, mais masculino ou predominantemente feminino, as mulheres tendem a se mostrar mais afetuosas do que os homens, sendo que a competição por um posto melhor na empresa acontece de forma mais velada. Entre eles, a vontade de conquistar uma posição melhor na carreira, por exemplo, é explícita.

Já em postos de liderança, as mulheres se mostram mais maternais com a equipe, enquanto que os homens, sobretudo quando lideram mulheres, diz a especialista, tendem a não reconhecer os méritos das profissionais.

Fonte: InfoMoney


Por que há tão poucas mulheres em conselhos de administração?

Por JOANN S. LUBLIN

A ex-diretora-presidente da Avon Products Inc., Andrea Jung, foi bastante criticada por servir no conselho de administração de duas outras grandes empresas. Mas a pergunta que não quer calar é: Por que tão poucas mulheres participam dos conselhos de administração?

Entre 2004 e 2008, grandes empresas americanas com três ou mais mulheres no conselho alcançaram resultados financeiros significativamente melhores do que as firmas que não tinham nenhuma mulher conselheira, segundo estudo de 2011 feito pelo Catalyst, uma organização sem fins lucrativos voltada a promover a participação de mulheres no mundo dos negócios. De modo geral elas superaram as empresas sem mulheres no conselho em 84% no quesito retorno sobre as vendas, em 60% no retorno sobre o capital investido e em 46% no retorno sobre o patrimônio.

“Um conselho que tem pelo menos três mulheres ganha pontos de vista diversificados que podem melhorar os resultados”, diz Debbie Soon, vice-presidente sênior da Catalyst.

No entanto, as mulheres ocupam apenas 16% dos assentos no conselho nas empresas listadas no ranking Fortune 500, segundo relato da Catalyst no início do mês. O centro de estudos do setor privado Conference Board concluiu em um estudo recente que, mesmo se 25% dos assentos nos conselhos das firmas da Fortune 500 que serão disponíveis anualmente nos próximos oito anos forem ocupados por mulheres, a porcentagem de mulheres conselheiras nessa amostra seria apenas de cerca de 23% até 2020.

Esse ritmo lento de mudança pode refletir a preferência dos conselhos por diretores-presidentes e diretores financeiros com mais experiência, e a maioria desses são homens. Esses executivos representaram quase 58% dos conselheiros nas firmas da Fortune 500 escolhidos no primeiro semestre de 2011; mas apenas 14 dos 92 recém-admitidos são mulheres, segundo a firma de recrutamento Heidrick & Struggles International Inc.

Muitos conselhos também encolheram de tamanho nos últimos tempos, ou aumentaram a idade da aposentadoria, limitando assim a necessidade de caras novas. E muitas vezes isso aconteceu por receio de trabalhar com recém-chegados ainda não testados durante a crise econômica.

Inúmeros esforços surgiram recentemente para aumentar a participação das mulheres nos conselhos. Inclui-se aí o grupo 2020 Mulheres nos Conselhos, que trabalha para aumentar a representação das mulheres nos conselhos para pelo menos 20% até 2020. No fim do próximo mês o grupo pretende publicar uma lista das empresas listadas no Fortune 1000 que não têm nenhuma mulher no conselho.

“Trata-se de boa governança corporativa”, diz Stephanie Sonnabend, diretora-presidente da Sonesta International Hotels Corp, empresa cofundadora da iniciativa. Ela e outras três mulheres detêm 40% dos assentos no conselho da Sonesta.

Ampliar a participação feminina nos conselhos é difícil porque o recrutamento “com frequência é muito limitado às redes de contatos dos próprios conselheiros”, diz Aditi Mohapatra, analista sênior de sustentabilidade da Calvert. E com muita frequência, isso significa que os escolhidos são homens brancos e mais velhos.

A Parceria por Nova York, grupo de desenvolvimento econômico composto de executivos da cidade, e o Fórum das Mulheres de Nova York, uma rede de líderes do sexo feminino, se uniram para criar um banco de dados de candidatas a conselheiras empresariais com patronos de alto nível.

Até agora, 31 diretores-presidentes que pertencem à Parceria já sugeriram 47 mulheres que eles recomendam pessoalmente como qualificadas para servir em um conselho. O Fórum da Mulher vai fornecer gratuitamente o banco de dados com os nomes para conselhos e firmas de pesquisa, a partir do fim de janeiro.

Algumas conselheiras esperam aumentar o número de mulheres fazendo o papel de “casamenteiras” em seus conselhos. “Essa é uma das minhas tarefas”, diz Beth Comstock, diretora de marketing da General Electric Co. e uma das duas mulheres no conselho de 11 membros da Nike Inc. “Posso ajudar a apresentar [os dirigentes da Nike] para outras mulheres executivas que fico conhecendo.”

Fonte: The Wall Street Journal


Casadas ganham 20% mais que solteiras no Brasil

Com uma filha ainda pequena, a técnica em enfermagem Juliana da Silva Pereira, 28, casada, mudou de emprego há quatro meses por um belo aumento de salário mensal: de R$ 1.300 para R$ 2.200.

Atuando no ramo para o qual se qualificou, a trabalhadora faz parte de uma estatística que a surpreendeu: no Brasil, as mulheres casadas ganham, em média, 19,8% mais que as solteiras, de acordo com um estudo do Insper.

“Sempre achei que as solteiras, por terem mais tempo livre, ganhassem mais”, diz a técnica em enfermagem.

É assim nos EUA, de acordo com Regina Madalozzo, pesquisadora que orientou a pesquisa sobre o Brasil feita pela economista Carolina Flores. No mercado americano, solteiras ganham, em média, 34% mais que as casadas.

“Nos EUA, a presença das mulheres em vagas que exigem maior qualificação, como em empresas, é mais expressiva que no Brasil. Nesse ambiente, ter mais tempo para o emprego e possibilidade de viajar, o que é mais fácil para as solteiras, são pontos valorizados”, diz Madalozzo.

A pesquisadora ressalta que, no Brasil, ainda há uma grande concentração de mulheres empregadas em atividades de baixa qualificação, como trabalho doméstico.

“E os patrões parecem encarar o fato de as funcionárias serem casadas como um indicativo de que são mais responsáveis”, acrescenta.

O estudo foi realizado com base nos dados do Censo 2000 do IBGE. Outra explicação possível para o resultado é que a mulher casada, pela segurança de uma renda familiar conjunta com o marido, possa investir mais tempo até encontrar empregos mais recompensadores.

“É possível que as solteiras se submetam com maior facilidade a salários mais baixos”, diz Madalozzo.

“Mas creio que, à medida que o mercado brasileiro se desenvolva e as mulheres assumam mais postos qualificados, a situação no país se aproxime da dos EUA.”

O estudo revelou que, entre as mulheres casadas, as negras, pardas e indígenas ganham menos que as brancas, enquanto as asiáticas ganham mais. “Pode ser um reflexo da qualificação, mas esse grupo é pequeno; representa menos de 1% do total”, diz a pesquisadora.

Fonte: F5


No Vale do Silício, mulheres ainda são raridade

Um novo estudo confirma o que qualquer um que já trabalhou no Vale do Silício já sabe: as companhias de tecnologia estão dolorosamente atrás na inclusão de mulheres nos cargos executivos e de diretoria mais bem remunerados.

Das 400 maiores empresas de capital aberto da Califórnia, as companhias de tecnologia apresentam as porcentagens mais baixas de mulheres diretoras e executivas, segundo o Estudo de Líderes Empresariais Mulheres realizado anualmente pela Universidade da Califórnia e pela Watermark, organização de San Francisco que procura aumentar a participação feminina entre os líderes empresariais. “Este é um quesito em que as empresas de tecnologia estão muito atrás das outras”, disse Marilyn Nagel, presidente executiva da Watermark.

Os setores de software e semicondutores apresentam as porcentagens mais baixas de mulheres entre os cinco executivos mais bem remunerados – 4,4% e 2,7%, respectivamente, segundo o estudo. Somente 5,2% dos diretores no setor de semicondutores são do sexo feminino e apenas 7,7% dessas empresas têm mais de uma mulher em cargo executivo, em comparação à média de 40% das companhias dos demais setores.

Há, naturalmente, exceções. A Advent Software ocupa o segundo lugar na lista do estudo das principais empresas californianas em termos de lideres mulheres. Trinta e seis por cento de seus executivos e diretores são mulheres, incluindo a presidente executiva, Stephanie DiMarco. A Hewlett Packard é a sexta, com 35% de executivas mulheres, incluindo a presidente executiva, Meg Whitman. A Yahoo é a única outra empresa de tecnologia entre as primeiras 25, com 27% de líderes mulheres, ainda que sua presidente executiva, Carol Bartz, tenha sido demitida recentemente.

Por outro lado, mais de uma dezena de companhias de tecnologia aparecem na lista do estudo de grandes empresas de capital aberto sem nenhuma mulher diretora, incluindo Adobe Systems, Demand Media, LeapFrog, Nvidia e National Semiconductor. O mesmo é verdade para os cinco executivos mais bem pagos. As empresas de tecnologia sem nenhuma mulher nessa categoria incluem Apple, Electronic Arts, Qualcomm and Tesla Motors.

Diversidade

Parte do problema, disse Nagel, é que as companhias de tecnologia com frequência procuram membros de seus conselhos de administração que tenham sido presidentes executivos em outras empresas de tecnologia, e apenas 3% dos presidentes executivos dessas empresas são mulheres.

Como as empresas de tecnologia tendem a ser globais, elas dão mais destaque à diversidade racial que à diversidade de gênero. Por conseguinte, há menos programas para encorajar mulheres a ascender em companhias de tecnologia. As empresas também têm dificuldade de recrutar engenheiras, mesmo para níveis inferiores, em parte porque não é comum a presença de meninas nos cursos de ciência da computação das escolas.

“As empresas de tecnologia nem sempre se concentram em construir o sistema de preparação de mulheres para cargos de direção. Isso explica em parte por que há menos mulheres progredindo rapidamente no setor”, disse Nagel.

Bill Campbell, conselheiro da Intuit e consultor de muitas empresas de tecnologia, disse que a diversidade de gênero na companhia ajuda a atrair mais pessoas talentosas. “Em poucas palavras, nós consideramos a diversidade de gênero nos níveis superiores uma necessidade para contratar e manter grandes talentos”, afirmou.

Gigantes

Lançando uma rede mais ampla, o estudo considerou também as companhias da Califórnia entre as 1.000 maiores empresas da revista Fortune. Neste universo, a Hewlett-Packard tem quarto mulheres diretoras, e a Intel três, incluindo a presidente do Conselho, Jane Shaw. Cisco, Google e Oracle têm duas cada, e a Apple, uma.

Os números são piores para os executivos mais bem remunerados. A Hewlett-Packard tem duas mulheres nessa lista dos mais bem pagos, enquanto Google e Oracle têm apenas uma, e Apple, Intel e Cisco, nenhuma.

Não são apenas as empresas de tecnologia da Califórnia que não contratam números significativos de dirigentes mulheres, segundo o estudo. Nas maiores empresas de capital aberto da Califórnia, somente cerca de 10% dos membros de conselhos de administração e altos executivos são mulheres, um nível que não mudou muito nos sete anos que a Universidade da Califórnia vem fazendo o estudo. Isso apesar de que conselhos com diversidade de gêneros revelam um retorno 53% maior sobre o capital, segundo o estudo.

De Claire Cain Miller, tradução de Celso Paciornik

Fonte: GazetaWeb


Mulheres são 60% dos profissionais com ensino superior no Brasi

Um estudo que buscou analisar a força de trabalho nos países emergentes revelou que no Brasil, por exemplo, de todos os profissionais com formação superior que entram no mercado de trabalho, 60% são mulheres.

Nos Emirados Árabes Unidos, esse percentual chega a 65% e na China, a 47%. Foram feitas cerca de 4.350 entrevistas com profissionais graduados provenientes do Brasil, Rússia, China, Índia, e Emirados Árabes Unidos.

O estudo, feito pelo Center Work-Life Policy e entitulado ‘The Battle for Female Talent in Brazil’ (A Batalha por Talentos Femininos no Brasil), mostrou, ainda, que mais de um terço das mulheres brasileiras com idade entre 18 e 23 anos estão matriculadas no ensino superior.

Mulheres ambiciosas

O estudo pontuou que embora grande parte das mulheres altamente qualificadas em todo o mundo é altamente ambiciosa, essa ambição do sexo feminino nos países emergentes chega a ser extraordinária.

Nos Emirados Árabes Unidos, 92% das mulheres se consideram muito ambiciosas. Na Índia esse percentual chega a 85%. Na China, na Rússia e no Brasil, 65%, 63% e 59% das mulheres se consideram muito ambiciosas, respectivamente.

Como medida de comparação, apenas 36% das mulheres norte-americanas se consideram super ambiciosas. A ambição é tão forte que 80% ou mais dos profissionais do sexo feminino tanto no Brasil, na Índia, como nos Emirados Árabes Unidos aspiram alcançar o topo no que diz respeito à carreira profissional.

Mulheres comprometidas

O estudo ainda mostrou que além de ambiciosas, as profissionais femininas também estão dispostas a se dedicar para alcançar o topo. Cerca de 80% das entrevistadas desses países afirmaram que estão dispostas a se dedicar além do exigido pelas empresas em que trabalham.

O mesmo percentual também respondeu que amam seus empregos atuais. Apesar dos números mostrarem o potencial da força de trabalho feminina, essas profissionais ainda encontram fortes barreiras para se dedicar a carreira, como problemas relacionados às pressões familiares.

Fonte: Administradores.com.br


Mães que trabalham após o nascimento dos filhos são mais felizes e saudáveis, sugere estudo

Uma recente pesquisa publicada no Journal of Family Psychology revela que as mães que mantêm suas atividades profissionais após o nascimento dos filhos costumam ser mais felizes e saudáveis do que aquelas que permanecem em casa durante a infância dos filhos. Os dados foram divulgados pela coordenadora do estudo e professora da Universidade da Carolina do Norte, Cheryl Buehler.

De acordo com a pesquisadora, das 1.500 mães norte-americanas avaliadas pelo estudo, a maioria que trabalhava em período parcial se mostrou mais saudável do que as que atuavam em horário integral ou que não mantinham nenhuma atividade profissional.

Contudo, houve casos em que a situação se mostrou similar entre as mulheres que trabalhavam apenas em meio período e as mães que trabalhavam o dia todo. “Algumas delas não apresentavam diferenças significativas, a não ser no quesito tempo”, avalia Cheryl.

Mais tempo
Além disso, o estudo revelou que as mães que mantinham empregos com horários parciais se mostraram mais sensíveis com seus filhos que se encontravam em idade pré-escolar. “O tempo gasto com as crianças nesta fase era mais aproveitado por estas mães, que dispunham de mais tempo livre e, consequentemente, valorizavam mais o momento em que estavam com seus filhos”, diz Cheryl.

Realidade mundial
Mas não é apenas nos Estados Unidos que esta realidade se faz presente. Afinal, com as mudanças na estrutura familiar, cada vez mais as mulheres querem participar ativamente de múltiplas tarefas, seja no trabalho, seja em casa.

De acordo com a consultora de Recursos Humanos, Maria Bernadete Pupo, ao se tornar mãe, uma mulher aumenta suas responsabilidades, mas ainda rejeita aquela imagem de “Amélia” que muitas estavam acostumadas no passado.

“Ela não quer ser apenas a dona de casa que cuida dos filhos, ela quer trabalhar e, quando consegue conciliar as duas atividades, se sente mais feliz e realizada, pois consegue provar que é autossuficiente”, explica.

A pesquisa
Das 1.500 mães avaliadas pelo estudo, 14% eram mulheres solteiras e 25% trabalhadoras que atuam em período parcial (até 32 horas semanais) em empresas norte-americanas.

Fonte: Portal administradores.com.br